Quem ouve Eclipse de Luna como a gente, e acha que o álbum tem foco no mercado mexicano, pode se surpreender um pouco com com uma recente declaração de Maite Perroni em uma entrevista na sua própria gravadora: "a música latina sempre me agradou, por isso o disco é uma fusão de diferentes gêneros, não é só a bachata, há muitas outras forma de interpretar, muitos outros sons e fusões interessantes. E o resultado final é este, mas é porque me agrada, não há nenhuma outra explicação".
As frases desta declaração não são tão inéditas assim, mas forma como ela as explica sim. Ou seja, Maite não teve um direcionamento de mercado ao produzir seu álbum, ela simplesmente fez aquilo que gosta de ouvir. E o pessoal de marketing da Warner deve estar aproveitando a pegada do álbum para focar no México, que é onde a produção terá maior viabilidade.
Mas a maior surpresa que Maite apresenta nesta entrevista não é esta, e sim a forma como ela define seu próprio trabalho: "acredito que é um bom disco no geral". Um bom disco? Ela define seu próprio disco como sendo apenas bom... no geral? Quando se diz que um álbum é bom, se diz que as faixas do referido álbum são boas. Quando se usa a expressão "no geral" atrelada ao bom, há resguardo do falante sobre a definição de "bom" que ele está dando ao álbum. Ou seja, dizer que, no geral, o álbum é bom, significa dizer que, na média, é um bom álbum... e se é uma média, quer dizer há músicas ótimas, mas também músicas ruins... o que gera uma média de bom.
E antes que você, querido leitor, pense que ela apenas usou uma expressão sem pensar, saiba que a Maite transparece a consciência de que seu álbum não ficou perfeito também em outro momento na mesma resposta. A pergunta feita é sobre a canção favorita dela, e como resposta ela afirma que tem dificuldades em escolher uma única música favorita deste álbum porque "na verdade eu gosto de muitas músicas". Hmm... muitas músicas é bem diferente de todas as músicas! E quando você junta a informação que ela gosta de muitas músicas (e não de todas) com a de que ela considera, no geral, o disco bom, fica indubitável a questão de que ela realmente não considera seu trabalho musical a perfeição absoluta que seus fãs (pelo menos os daqui do Brasil) estão propagando por aí.
O fato disso acontecer é uma grande surpresa pela transparência que a atriz coloca este ponto, porém, é fato notório que Maite prefere atuar a cantar. Logo, não é de se estranhar que ela tenha mais vontade de buscar a perfeição no âmbito da atuação do que na área musical.
Nós criticamos algumas faixas do disco quando divulgamos seu lançamento, será que acertamos nos pontos que mais incomodam a cantora? E você, como percebe Eclipse de Luna?
Confira abaixo o vídeo completo da entrevista.
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